
Psicomotricidade e habilidades sociais no TEA: conheça algumas práticas
Brincar, se movimentar, explorar objetos e participar de atividades com outras pessoas fazem parte do desenvolvimento infantil. Para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), essas experiências também podem ser utilizadas como oportunidades para estimular diferentes habilidades. Nesse cenário entra a Psicomotricidade e sua ligação direta para a evolução das habilidades sociais no TEA. Ao mesmo tempo, atividades compartilhadas podem criar oportunidades para desenvolver capacidades como esperar, observar o outro e compartilhar. Conheça algumas práticas lúdicas e interativas com a salz Clínica!
Psicomotricidade e habilidades sociais no TEA: qual a ligação?
A psicomotricidade considera a relação entre corpo, movimento, emoções e aspectos cognitivos, detalhes importantes para habilidades sociais no TEA. Durante uma brincadeira, a criança pode precisar se movimentar, perceber obstáculos, coordenar seus movimentos e acompanhar uma sequência de ações. Quando essa atividade também envolve outra pessoa, surgem novas possibilidades de interação. Seja para acompanhar o outro, escolher diferentes opções ou lidar com pequenas mudanças, as crianças precisarão lidar com isso.
No TEA, essas competências podem se desenvolver de forma diferente, tornando o acompanhamento especializado importante. Por isso, atividades psicomotoras podem ser planejadas de maneira que o movimento também sirva como uma oportunidade para estimular a interação.
Aposte em práticas lúdicas
Nem todas as atividades para habilidades sociais no TEA precisam ter aparência de exercício. Muito pelo contrário, quando a atividade chama a atenção, ela pode ser mais significativa. Por isso, escolha brincadeiras com cores, texturas, sons, personagens e diferentes itens que podem ajudar a criar experiências variadas.
O objetivo não é obrigar a criança a participar de uma determinada dinâmica, mas encontrar formas de tornar a interação interessante e possível.
Conheça algumas ações lúdicas e interativas
Circuito de aventuras
Monte um pequeno percurso com obstáculos seguros, como almofadas, bambolês, cones, túnel infantil ou marcações no chão. Em suma, o intuito da brincadeira é convidar a criança a realizar diferentes movimentos brincando, como pular dentro dos bambolês, contornar os obstáculos e caminhar em linha reta. Para acrescentar à interação, outra pessoa pode participar da brincadeira, demonstrando o próximo passo, acompanhando ou propondo pequenas escolhas.
Para trazer mais recreação, é possível criar uma história para a atividade, como caça ao tesouro ou salvar um personagem.
Brincadeiras com bolo
Pode parecer algo bobo, mas atividades com bolas podem criar diferentes níveis para habilidades sociais no TEA. Em vez de apenas pedir que a criança jogue a bola, a brincadeira pode ser transformada em uma atividade compartilhada. Uma pessoa joga, a criança recebe e depois devolve, por exemplo. Outra possibilidade é utilizar bolas de diferentes tamanhos, cores e texturas para incentivar escolhas. Por outro lado, é possível trazer pequenas escolhas como “Agora é a vez de quem?” ou “Qual bola vamos usar?”
Desse modo, a atividade envolve movimento, coordenação e participação conjunta.
Construções em conjunto
Blocos de montar, quebra-cabeça e outros brinquedos de construção também podem ser utilizados para estimular interação e o cognitivo. Além de trabalharem a percepção visual, a ação de montar ajuda a manter a atenção e lidar com a frustração de algo errado. A atividade também pode envolver escolhas: qual cor utilizar, onde colocar determinada peça ou o que construir. O que contribui para as habilidades sociais no TEA.
Porém, lembre-se: a atividade precisa ter um nível de dificuldade desafiador, mas não desmotivador.
Dança e brincadeiras com música
Músicas conhecidas podem ser utilizadas para criar momentos de movimento e interação. A brincadeira pode envolver imitar gestos, bater palmas, dançar, parar quando a música termina ou acompanhar movimentos realizados por outra pessoa. Uma alternativa é fazer uma espécie de “dança do comando”: cada momento da música corresponde a um movimento. No entanto, o importante é adaptar o volume, o ritmo e a duração à criança. Caso determinados sons sejam desconfortáveis, a proposta pode ser modificada ou substituída por outra atividade.
O desenvolvimento acontece com apoio e acolhimento
As habilidades sociais no TEA podem ser estimuladas de forma gradual, respeitando as características de cada criança. Não existe uma única atividade capaz de funcionar da mesma maneira para todos. Por isso, atividades de psicomotricidade e interação devem considerar as características individuais, os interesses, as habilidades já desenvolvidas e as necessidades de cada criança.
Na salz Clínica a Psicomotricidade integra um atendimento multidisciplinar voltado ao desenvolvimento infantil e ao acompanhamento de crianças com TEA.
Se você deseja entender como esse acompanhamento pode ajudar seu filho. Fale com a nossa equipe e conheça os atendimentos oferecidos pela clínica.



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